Economia
Rosalvo Menezes
Economia

O São João de cada um

E bate cheio de esperanças, de alegria e de vitalidade, pois as forças acumuladas e os sentimentos contidos devem ser extrapolados para que se consiga o equilíbrio possível. Bem ou mal, todos nós vivemos em um “equilíbrio instável” se é que isso é possível. As ameaças aos negócios e empreendimentos, ao emprego tão duramente mantido, e agora, a ameaça de um conflito de grandes proporções, na Europa, por conta da guerra entre Rússia e Ucrânia, nos causa temor.

Nesse “equilíbrio instável”, vamos nos mantendo com a esperança renovada, buscando o nosso São João “perdido” e/ou  “achado”, nos íntimos de nosso ser.

Será o São João das Quadrilhas nos bairros e Festas nos Distritos? Será o São João do Trem do Forró, que talvez não volte nunca mais? Será o São João dos trios de três e trios de Quatro? Será o São João das roupas e adereços juninos, que estão cada vez mais modernos e tecnológicos? Será o São João das comidas típicas, que estão cada vez mais raras? Será o São João das adivinhações nas fogueiras do santo casamenteiro e da fileira de outros santos?

Ou será o São João do início de outra época, após os efeitos da pandemia do Covid-19, dos quais ainda não estamos curados? A lista é enorme e cada um, no seu íntimo, tem o seu São João ideal. São João onde encontrou o amor da vida, o São João que lhe trouxe paz e, principalmente, o São João da GRATIDÃO, que é o dom maior que possuímos.

Nesse tempo de recesso forçado, perdemos familiares, parentes e colegas de trabalho. Vimos dezenas de empresas fecharem as portas, mas mantivemos a esperança de dias melhores, mesmo sabendo que morremos um pouco a cada dia. Mas hoje não. Hoje estamos vivos para comemorar e agradecer. Vivamos o São João dos nossos sonhos. Vivamos a vida.

Feliz São João para todos

A opinião do colunista não reflete necessariamente o posicionamento da ACCG

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