Atualidade Tributária
Jurandir Eufrasino
Advogado Tributarista

A desincentivação do FAIN: a crise que pode matar

Estive presente, sob a coordenação do grande Luzemar Martins, na sua primeira grande crise de 2003. Entendi as suas entranhas. Colaborei com entusiasmo. Ainda hoje, encho-me de alegria pelo serviço que pude prestar. Luzemar é craque. É fera. É Mestre. O FAIN se revitalizou. A lei 6.000, o Decreto 17.252, tudo, nada é perfeito quando o assunto é programa de guerra fiscal nesse país. Mas, nesse país ainda há algum Luzemar Martins, de quem sou discípulo, agradecido. Vence-se qualquer dificuldade.

Hoje 2022, quando vejo a desincentivação do FAIN, a começar por ataque de um FEEP desnecessário, ridículo e, agora, com o escorraçado benefício do tributo estadual incidente no transporte, fico a lamentar a ausência da inteligência na política de um Luzemar Martins. Contudo, não me deprimo só em lamentar. Eu me rebelo contra quem na insanidade está judiando com o FAIN. Melhor morrer (intelectualmente) do que viver e ficar calado diante da estupidez histórica do momento.

Sou ex-auditor, sou ex-diretor do FAIN, sou também eleitor (já fui de João) e estou pronto para peitar quem quer que seja. Mas, ficar calado nessa hora, me parece conduta omissiva intelectual . Aqui, deixo o meu sentimento de profunda tristeza em face dos meus líderes industriais. Leiam, pois o que se encontra abaixo.

Reflitam. Batam em mim, se necessário. Mas, façam alguma coisa…

(A Matéria não tem, necessariamente, vinculação com a desincentivação do FAIN, mas sinaliza, sim)

A opinião do colunista não reflete necessariamente o posicionamento da ACCG

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