Rede de proteção ao trabalho custa R$ 200 bilhões e é ineficiente, diz estudo

4 de abril de 2018 Principal 0

O Brasi tem uma rede de proteção ao trabalhador distribuída por 16 programas e que custa quase R$ 200 bilhões ao ano – divididos entre governo e empresas – cerca de 4% do PIB. O sistema é generoso, segundo pesquisadores, mas ineficiente. Com o mesmo volume de recursos, poderia garantir uma renda mais estável, especialmente para aqueles de menor renda. A conclusão é do estudo “Rede de Proteção ao Trabalhador no Brasil: Avaliação Ex-Ante e Proposta de Redesenho”, apresentado ontem durante evento da série “Propostas de Reformas para Destravar o Brasil” da Escola de Economia de São Paulo (EESP-FGV).

O trabalho, liderado pelo professor Ricardo Paes de Barros, do Insper, propõe o redesenho, sem ampliação de custos, dos 16 programas, sendo os principais o Bolsa Família, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS – benefício que mais pesa na rede de proteção), o seguro-desemprego e o abono salarial.

Essa rede foi construída ao longo de mais de 50 anos sem articulação entre os programas, muitos deles sobrepostos, diz o estudo. É o caso do seguro-desemprego e do FGTS, e do abono salarial e do salário-família. Assim, parte dos trabalhadores, principalmente os formais, tem direito a benefícios negados a outros, mais vulneráveis.

Do Valor Econômico

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