Artigo “O futuro já chegou”, por Cássio Azevedo

30 de junho de 2017 Notícias Principal 0

Não, não queremos um futuro apocalíptico como nos mostram alguns filmes e série

A inovação, digitalização e investimento em tecnologia não são mais escolhas para as empresas e, sim, necessidade de sobrevivência. Vivemos um momento de mercado em que as empresas mais valiosas não são mais as tradicionais e nem possuem ativos materiais. Serviços on demand surgem de todas as formas, por grandes empresários ou estudantes, por entusiastas e até mesmo curiosos.
A fórmula do sucesso ainda não está definida. A forma de consumo mudou e podemos dizer que o próprio mercado evoluiu e educou o consumidor. Embora ainda tenhamos gerações de consumidores divergentes – com faixas etárias e poder de compra distintos –, o caminho não tem mais volta.
No varejo, na indústria, no governo e no terceiro setor, a automação, a inteligência artificial (AI), principalmente com os chatbots – ferramenta que permite interlocução do cliente/consumidor ou internauta com robôs de atendimento – e a internet das coisas (IoT) são nossa realidade, nosso desafio e, ironias à parte, nossa salvação.
Não, não queremos um futuro apocalíptico como nos mostram alguns filmes e séries, como a celebrada Black mirror, mas miramos em um mundo com mudanças em como consumimos produtos e serviços e como os oferecemos.
Assim como a digitalização pessoal, a corporativa também enfrenta resistência de cultura e adaptação. Na AeC, essa realidade é diferente. Apesar de nossa presença no mercado há 25 anos, nascemos como uma empresa inovadora, junto com a popularização da rede mundial de computadores e a entrada de programas e softwares no mercado brasileiro. Por isso, temos essa identificação.
Investimos na automação, mas também no treinamento humano. Sabemos que, na ponta, esse atendimento ainda faz diferença e é necessário capacitá-lo. Desenvolvemos ferramentas de gestão de pessoas que podem revolucionar grandes operações. A digitalização não impacta apenas a ponta da produção, no varejo, mas também na forma como gerimos empresas e pessoas. É imprescindível que tenhamos acessos rápidos a indicadores para que identifiquemos os gargalos e procuremos as soluções mais eficazes.
O bussiness inteligence é nosso grande aliado nesse desenvolvimento. Por meio de ferramentas assim, conseguimos informações mais assertivas sobre os colaboradores e suas áreas e elaboramos estratégias de motivação e recompensas que impactam diretamente em nossa produtividade.
Essa é uma tendência do mercado. De acordo com a consultoria IDC Brasil, 2017 é o ano dos investimentos em projetos de inovação e transformação digital. Grande parte destes investimentos virá da indústria.
Nada mais natural. O setor de serviços vem enfrentando essas mudanças há mais tempo. A mudança de cenário para nós foi mais rápida e nos adaptamos com mais agilidade.

 

Por Cássio Azevedo – Sócio-fundador da AeC

Artigo publicado originalmente no Jornal Estado de Minas em 28/06/2017 às 04:00

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