Luiza Trajano diz que pequena empresa não deve pensar em governança: “ganhe dinheiro primeiro”

27 de setembro de 2019 Notícias 0

SÃO PAULO – Luiza Helena Trajano, cofundadora e presidente do conselho do Magazine Luiza, tem uma recomendação aos empreendedores: trabalhar a governança da empresa não deve ser uma preocupação de quem está começando.

“As pessoas vêm me perguntar de governança, falar sobre montar conselho. Eu respondo: ‘bem, ganha dinheiro primeiro, coloca dinheiro na gaveta’. A empresa não tem nem dinheiro para montar um conselho”, disse a empreendedora durante evento com sellers do Magalu na última quarta-feira (25).

Essa posição parece ir contra o que se prega em geral no país, principalmente após os impactos da Lava-Jato em grandes empresas com falhas de compliance, mas o que a empresária, com experiência inequívoca em negócios familiares, aponta é que se comece esse trabalho dentro de casa – literalmente. “O importante é ter acordo com a família [ou os primeiros sócios] desde cedo, desde pequeno”, resume.
À plateia, majoritariamente composta de pequenos empresários, Luiza relembrou o momento mais difícil do Magalu, quando as vendas empacaram e o valor de mercado chegou a míseros R$ 200 milhões em 2015. “Se a família, que tinha 73% das ações, tivesse pressionado, a gente teria separado”, afirma. “Ainda bem que, para nós, a coisa mais importante é a empresa”.

Depois de quatro anos, com sessenta e três de história, a estratégia digital é um case de grande sucesso, o valuation passa de R$ 50 bilhões, os sócios iniciais permanecem e o Magalu é exemplo no país. “Antigamente empresa familiar não tinha valor nenhum”, diz a empresária. “Hoje, vale mais do que as outras, porque tem sustentabilidade”.
À plateia, majoritariamente composta de pequenos empresários, Luiza relembrou o momento mais difícil do Magalu, quando as vendas empacaram e o valor de mercado chegou a míseros R$ 200 milhões em 2015. “Se a família, que tinha 73% das ações, tivesse pressionado, a gente teria separado”, afirma. “Ainda bem que, para nós, a coisa mais importante é a empresa”.

Depois de quatro anos, com sessenta e três de história, a estratégia digital é um case de grande sucesso, o valuation passa de R$ 50 bilhões, os sócios iniciais permanecem e o Magalu é exemplo no país. “Antigamente empresa familiar não tinha valor nenhum”, diz a empresária. “Hoje, vale mais do que as outras, porque tem sustentabilidade”.

Fonte: Paula Zogbi – InfoMoney