‘Este ano ainda será um limbo. Recuperação será em 2018’, diz Abrasce

17 de abril de 2017 Notícias 0

Não é só a crise econômica que pode afetar o desempenho dos shoppings. Um novo perfil de consumidores também está mudando os padrões do setor, diz Glauco Humai, presidente da entidade.

No ano passado, as vendas dos shoppings somaram R$ 158 bilhões, 4,3% de aumento sobre 2015. Para este ano, a estimativa é atingir vendas de R$ 163 bilhões. Segundo ele, a vacância e falta de lojas âncoras são problemas pontuais das novas unidades (com menos de cinco anos). “O ano de 2017 será um limbo. Recuperação mesmo será a partir de 2018.” l Lojas vazias não é um problemas para os shoppings?

Sim. Mas há duas realidades desse setor. Os shoppings novos e os maduros.

A vacância ocorre em novos empreendimentos (construídos nos últimos quatro a cinco anos). O ano de 2016 foi ruim como um todo, mas tivemos um crescimento de 4,3% nas vendas.

Os gestores ficaram mais atentos a custos e buscam maior eficiência, seja com novas fontes de energia e negociação com lojistas. Cada caso é um caso. Há uma mudança de perfil do consumidor e estamos atentos.

l A crise afetou as inaugurações de novos shoppings?

Este ano serão inaugurados 24 unidades e, em 2018, outras 16. Quando se planeja investir em shopping, o projeto começa quatro ou cinco anos antes.

Somos como um transatlântico, não dá para frear de uma vez.

l O sr. disse que o perfil do consumidor está mudando. Quem são eles?

É um público que pensa em economia compartilhada, em ter menos e que consome produtos ligados à tecnologia e serviço.

l O que isso significa na prática?

O assunto em pauta é Mobilidade urbana. Há menos consumidores usando carros. Isso reflete na receita dos estacionamentos.

l Qual vai ser o shopping do futuro?

Há uma tendência de os consumidores comprarem produtos reciclados e muitos vão ao shopping para utilizar serviços.

Há cinco anos, esse público representava 8% e hoje são 11%, e tende a crescer. Cada vez mais o shopping será um centro de convivência, com torres comerciais e de saúde. /MÔNICA SCARAMUZZO

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.