Associação Comercial chega aos 93 anos neste dia 02 de dezembro

1 de dezembro de 2019 Notícias 0

Na primeira metade do século passado, a incontida vocação para o desenvolvimento de Campina Grande encontrou na Associação Comercial o seu instrumento de defesa e expansão.

Com legitimidade, o historiador Irineu Joffily destaca em sua obra ‘Notas Sobre a Paraíba’ que “restringindo-se à Paraíba, é provável que o primeiro sinal de comércio interno apareceu na aldeia de Campina Grande, com o surgimento de uma feira”. É inegável que a gênese desta cidade está atrelada à sua geografia generosamente propícia para a atividade comercial.

Os historiadores costumam delimitar as fases do progresso de Campina Grande em três pontos: do aldeamento até a chegada da primeira estrada de ferro, em 1907; desse acontecimento até a construção de modernas rodovias; e, por último, a partir da predominância dessas rodovias como meio de transporte, transformando a cidade numa espécie de Roma, para onde convergem todos os caminhos, sem falar no ciclo do algodão.

Um outro marco merece destaque nessa trilha de desenvolvimento: a criação, em 1926, da Associação Comercial de Campina Grande. Porque foi justamente quando a cidade se viu agredida pelo Estado, em 1917, que valorosos empresários cerraram fileiras para defender a manutenção e consolidação de Campina Grande como um dos principais centros comerciais do Nordeste, rivalizando com Recife, a capital pernambucana.

Motivado por desavenças de ordem política, o então presidente do Estado, Camilo de Holanda, resolveu fixar no orçamento estadual uma tabela especial do chamado ‘Imposto de Indústria e Profissão’, determinando que os contribuintes estabelecidos em Campina Grande teriam que pagar alíquotas mais elevadas em comparação aos demais municípios da Paraíba.
Seria, segundo os historiadores, a punição à cidade, por conta do entrevero com o prefeito da época, Cristiano Lauritzen, por quem Camilo não nutria nenhuma simpatia.

Os comerciantes se uniram contra a medida e reagiram de forma contundente, não aceitando os desígnios governamentais. Estavam ali, naquele ato de rebeldia, sendo lançadas as bases da Associação Comercial de Campina Grande. Alguns anos depois, sob a batuta do misto de empresário e poeta Lino Gomes, a entidade ganhava contornos definitivos. Demóstenes de Souza Barbosa foi o primeiro nome escolhido para o cargo de presidente, abrindo o elenco de grandes e vitoriosos empresários que o sucederam. A foto registra a primeira fase da construção da sede própria da Associação Comercial, no início dos anos 50. Neste, local também funcionava o sistema FIEP, já com o SESI e SENAI, que foram parceiros da Associação Comercial na construção da sede.

Com olhar no futuro e nas transformações, a Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande registrou, neste 02 de dezembro, a passagem dos seus 93 anos de fundação e de uma trajetória marcada por muitas conquistas que contribuíram para fortalecer a cidade e o seu desenvolvimento.

A trajetória da Associação Comercial é parte integrante da história de Campina Grande, onde seu principal objetivo é e será sempre o de unir as classes empresariais e políticas em prol do desenvolvimento econômico e social do município, traçando metas junto ao executivo e à sociedade civil de modo geral.

MARCOS PROCÓPIO
Presidente